Quando criança, com uns oito anos ou nove anos, meu tio Oliveira levou-nos para conhecer Guarapari. Lembro-me que diante da praia de Areia Preta imaginar que aquilo era pó de carvão com minério triturado. Idéia de criança.
Sempre fui encantado por esta praia, confesso. E domingo passado, voltei no tempo.
A tarde na cidade estava esplendorosa. O sol alaranjado morrendo atrás dos montes, seus raios
dourados refletiam nas águas do
canal; os barcos dançavam agitados pelo balanço das ondas, o mar e a
brisa criavam uma atmosfera mítica.
A Praia das Castanheiras parecia uma varanda, uma beleza de casa limpa. As crianças andavam de skate, um casal filmava a praia, duas senhoras tiravm fotos das castanheiras, uma jovem sentada num banco deixava um livro ao lado e olhava contemplativa o mar, a leitura do mar era mais interessante. E era.
A Praia das Castanheiras parecia uma varanda, uma beleza de casa limpa. As crianças andavam de skate, um casal filmava a praia, duas senhoras tiravm fotos das castanheiras, uma jovem sentada num banco deixava um livro ao lado e olhava contemplativa o mar, a leitura do mar era mais interessante. E era.
O vento marinho estava muito mais forte que o vento do canal. E
mais frio. Silêncio e alegria enchiam aquele fim de tarde. Uma tarde
feliz.
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